"Um dos caminhos mais indiscutíveis para manter as recordações intactas é ler e estudar. 'A memória mantém-se graças ao uso. E a leitura é uma forma de exercitá-la. Quem não tem esse hábito apresenta maior probabilidade de desenvolver problemas cognitivos no futuro', garante o neurocientista Ivan Izquierdo, diretor do Centro de Memória da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. Indivíduos que passam mais tempo na escola ficam com a mente blindada. Nessa gente, o cérebro guarda mais informações e consegue lidar melhor com uma eventual perda de neurônios, o que é bastante natural com o passar do tempo. De acordo com a pesquisa da Universidade da Califórnia, 19% dos casos de Alzheimer acontecem em razão do combo pouca leitura e aprendizado escasso. 'Ler massageia a memória e é um grande exercício intelectual', completa Izquierdo."
in: Revista Saúde. Edição 341, setembro de 2011. p. 67.
domingo, 2 de outubro de 2011
domingo, 11 de setembro de 2011
Maurício de Souza e os livros
Em 2008, no site do Mauricio de Souza, um fã fez a seguinte pergunta ao cartunista:
"Oi, Mauricio!
Gostaria de saber se você lia algum livro quando era criança, quais são os livros que você lê hoje e se algum livro influenciou na sua vida, pois faremos uma feira cultural no colégio e o tema do projeto de Português é 'Quem lê faz'. Obrigado pela atenção."
Como resposta à pergunta, Mauricio de Souza escreveu um texto que conta sua relação com a leitura desde criança até hoje. Leia o texto abaixo escrito pelo cartunista:
"Eu lia muito, sim. Primeiro gibis e depois livros. Mas lia muito mesmo.
Era o tipo de leitor que as pessoas chamam de compulsivo. Queria ler sempre. Se pegava um livro interessante, não parava de ler até chegar à última página.
Como disse, comecei pelos gibis, que li, antes mesmo de entrar na escola.
Primeiro minha mãe lia pra mim.
Depois, por falta de tempo, preferiu me ensinar a ler, aos pouquinhos, letra por letra, sílaba por sílaba, palavra por palavra.
Assim, em pouco mais de três meses, já podia soletrar as palavras escritas nos balões das histórias em quadrinhos.
E assim fui 'devorando' história após história, conhecendo os mais variados personagens e me deliciando com as descobertas que fazia naquela janela aberta para o mundo. Afinal, não havia televisão, o cinema não era pra toda hora (na minha idade, quase 6 anos) e eu morava no interior, Mogi das Cruzes.
Mas a curiosidade era maior do que a minha cidade, do que o meu país, do que o meu mundo. Queria mais e mais, varando as páginas dos gibis.
Depois de alguns poucos anos, as histórias em quadrinhos já não me bastavam. Acabavam logo. Eu lia rápido demais. E não era toda hora que havia gibis novos. Então, me caiu nas mãos um primeiro livrinho de história, bem infantil. Era a história de uma fadinha, com poucas cores, mal impresso, texto simples, livro curto. Li num pulo. Mas foi insuficiente. Queria mais.
Foi quando meu pai comprou uma edição colorida (papel encorpado, textos curtos e grandes ilustrações) de uma história do Mickey, 'O matador de gigantes', baseado num desenho animado do Disney. Muito bem impresso. Adorei!
Lia e relia. Via e revia as lindas ilustrações. E queria mais.
Até que fui 'atropelado' pela obra de Monteiro Lobato e entrei no Paraíso.
Era outro mundo, outro universo, outro estilo, outra coisa.
Li TUDO da turma do Sítio do Pica-pau Amarelo e depois passei para os livros que ensinavam matemática, gramática, falavam de petróleo, tudo do Lobato... Até chegar à portentosa série dos trabalhos de Hércules.
Ufa! Já sabia Lobato de cor e estava na hora de passar para outros autores. A curiosidade me impelia. A compulsão me empurrava. Comecei a devorar os livros de aventuras, tipo Jack London, com quem fiz belas e inesquecíveis viagens. Igualmente com Julio Verne. Seguindo depois para romances históricos, biografias, ficção científica, policiais, 'Machados de Assis', 'Eças de Queirós' e o que viesse mais.
Houve tempo (nos meus 13, 14 anos) em que eu lia um livro por dia. Era o melhor 'cliente' da biblioteca da escola, do ginásio, do município. Agradeço aos céus por isso, pois as leituras e tudo o que aprendi lendo - informações, estilos - me ajudaram em todos os momentos futuros da minha vida. Primeiro quando eu buscava os primeiros empregos e preenchia as primeiras fichas, o meu português me punha nos primeiros lugares das filas de pretendentes a uma colocação.
Foi assim nos primeiros escritórios, depois no jornal, depois quando comecei a escrever quadrinhos e, logicamente, quando precisei me comunicar oralmente. Ler e falar se completam.
Assim, acho que posso afirmar que, entre outros fatores, a leitura foi o fator mágico que me permitiu a comunicação fácil em qualquer circunstância.
A chave, a porta e a entrada estão nos livros.
Hoje procuro lançamentos nas livrarias por impulso ou por indicação, mais as revistas semanais, os principais jornais e as revistas de quadrinhos que me tragam novidades. É uma pena que não tenha todo o tempo do mundo para ler mais... As minhas outras atividades também merecem atenção.
Ah! Sim, também tenho outra compulsão: guardar tudo o que leio para, se for o caso e der tempo, ler de novo.
Então vocês podem imaginar o tanto de livros e gibis que juntei nestes anos todos. E gosto tanto desses livros, desses gibis, que tenho guardados até hoje os exemplares com as primeiras histórias que li.
Agora essas publicações serão preparadas para enriquecer a biblioteca do nosso estúdio. Naturalmente servirão de chamarizes para que outros compulsivos como eu cresçam e apareçam. Ou melhor, apareçam e cresçam."
(http://www.monica.com.br/mauricio-site/)
"Oi, Mauricio!
Gostaria de saber se você lia algum livro quando era criança, quais são os livros que você lê hoje e se algum livro influenciou na sua vida, pois faremos uma feira cultural no colégio e o tema do projeto de Português é 'Quem lê faz'. Obrigado pela atenção."
Como resposta à pergunta, Mauricio de Souza escreveu um texto que conta sua relação com a leitura desde criança até hoje. Leia o texto abaixo escrito pelo cartunista:
"Eu lia muito, sim. Primeiro gibis e depois livros. Mas lia muito mesmo.
Era o tipo de leitor que as pessoas chamam de compulsivo. Queria ler sempre. Se pegava um livro interessante, não parava de ler até chegar à última página.
Como disse, comecei pelos gibis, que li, antes mesmo de entrar na escola.
Primeiro minha mãe lia pra mim.
Depois, por falta de tempo, preferiu me ensinar a ler, aos pouquinhos, letra por letra, sílaba por sílaba, palavra por palavra.
Assim, em pouco mais de três meses, já podia soletrar as palavras escritas nos balões das histórias em quadrinhos.
E assim fui 'devorando' história após história, conhecendo os mais variados personagens e me deliciando com as descobertas que fazia naquela janela aberta para o mundo. Afinal, não havia televisão, o cinema não era pra toda hora (na minha idade, quase 6 anos) e eu morava no interior, Mogi das Cruzes.
Mas a curiosidade era maior do que a minha cidade, do que o meu país, do que o meu mundo. Queria mais e mais, varando as páginas dos gibis.
Depois de alguns poucos anos, as histórias em quadrinhos já não me bastavam. Acabavam logo. Eu lia rápido demais. E não era toda hora que havia gibis novos. Então, me caiu nas mãos um primeiro livrinho de história, bem infantil. Era a história de uma fadinha, com poucas cores, mal impresso, texto simples, livro curto. Li num pulo. Mas foi insuficiente. Queria mais.
Foi quando meu pai comprou uma edição colorida (papel encorpado, textos curtos e grandes ilustrações) de uma história do Mickey, 'O matador de gigantes', baseado num desenho animado do Disney. Muito bem impresso. Adorei!
Lia e relia. Via e revia as lindas ilustrações. E queria mais.
Até que fui 'atropelado' pela obra de Monteiro Lobato e entrei no Paraíso.
Era outro mundo, outro universo, outro estilo, outra coisa.
Li TUDO da turma do Sítio do Pica-pau Amarelo e depois passei para os livros que ensinavam matemática, gramática, falavam de petróleo, tudo do Lobato... Até chegar à portentosa série dos trabalhos de Hércules.
Ufa! Já sabia Lobato de cor e estava na hora de passar para outros autores. A curiosidade me impelia. A compulsão me empurrava. Comecei a devorar os livros de aventuras, tipo Jack London, com quem fiz belas e inesquecíveis viagens. Igualmente com Julio Verne. Seguindo depois para romances históricos, biografias, ficção científica, policiais, 'Machados de Assis', 'Eças de Queirós' e o que viesse mais.
Houve tempo (nos meus 13, 14 anos) em que eu lia um livro por dia. Era o melhor 'cliente' da biblioteca da escola, do ginásio, do município. Agradeço aos céus por isso, pois as leituras e tudo o que aprendi lendo - informações, estilos - me ajudaram em todos os momentos futuros da minha vida. Primeiro quando eu buscava os primeiros empregos e preenchia as primeiras fichas, o meu português me punha nos primeiros lugares das filas de pretendentes a uma colocação.
Foi assim nos primeiros escritórios, depois no jornal, depois quando comecei a escrever quadrinhos e, logicamente, quando precisei me comunicar oralmente. Ler e falar se completam.
Assim, acho que posso afirmar que, entre outros fatores, a leitura foi o fator mágico que me permitiu a comunicação fácil em qualquer circunstância.
A chave, a porta e a entrada estão nos livros.
Hoje procuro lançamentos nas livrarias por impulso ou por indicação, mais as revistas semanais, os principais jornais e as revistas de quadrinhos que me tragam novidades. É uma pena que não tenha todo o tempo do mundo para ler mais... As minhas outras atividades também merecem atenção.
Ah! Sim, também tenho outra compulsão: guardar tudo o que leio para, se for o caso e der tempo, ler de novo.
Então vocês podem imaginar o tanto de livros e gibis que juntei nestes anos todos. E gosto tanto desses livros, desses gibis, que tenho guardados até hoje os exemplares com as primeiras histórias que li.
Agora essas publicações serão preparadas para enriquecer a biblioteca do nosso estúdio. Naturalmente servirão de chamarizes para que outros compulsivos como eu cresçam e apareçam. Ou melhor, apareçam e cresçam."
(http://www.monica.com.br/mauricio-site/)
domingo, 4 de setembro de 2011
Como corrigir?
Tenho recebido comentários de meus alunos a respeito do vídeo que fiz e publiquei no blog (alias, considero a participação cumprimento de tarefa), mas estou com um pequeno problema - muitos textos apresentam inadequação e nao fiz a correção para aceita- los, apenas aproveitarei a oportunidade para, em sala de aula, abordar a necessidade de atenção no uso da língua escrita.
sexta-feira, 26 de agosto de 2011
Construindo um blog
Há um pouco mais de dois meses, nem pensaria que seria possível ter um blog e que pudesse utilizá-lo com alunos. Só que inscrevi-me no curso oferecido pelo Programa Viver Digital e, passo a passo, agora a realidade é esta que podem verificar, acompanhar e até ajudar a montar. As atividades foram seguidas e descobri o quão fácil é participar deste mundo virtual. O que falta, entretanto, é conseguir que visitantes participem ativamente da página, comentando, criticando e até mesmo sugerindo conteúdos. Fico muito contente em perceber que os recursos disponíveis estão ao alcance de todos e sem dificuldades (sou "antiga", como dizem alguns ex e atuais alunos - e sofri bastante para dominar esta máquina...!!!). Muitas ideais estão surgindo de como esta ferramenta pode incrementar o meu contato com os alunos. Porém, neste momento, prefiro optar pelo convite a participar... quem sabe assim dê resultado! Estou aguardando. Agradeço à Flavia pela ajuda e a todos os envolvidos no processo para que este curso existisse.
terça-feira, 9 de agosto de 2011
lixo extraordinário
Já assistiram ao vídeo "Lixo extraordinário"? Um ótimo exemplo para muitos que pensam em ajudar e não sabem como começar...
jovem criticando a escrita de jovem!!!
Encontrei este vídeo e gostaria de divulgá-lo, apesar de não concordar necessariamente com todas as suas ideias... apenas porque já me fiz muitas das perguntas feitas pelo jovem....
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